quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Eu quero uma vida pop!!!

[just push play = Novos Bahianos, Acabou Chorare]


Eu quero uma vida pop? Como assim?
Ah, não sei exatamente, mas essa convicção pode resumir as minhas listas de final de ano. É, estava eu nesse fim de dia péssimo, de serviço cumprido e dupla jornada, lendo a última (ainda bem!!!) edição da revista MTV e cheguei a esta conclusão.
Sentei em um banco, ao sol, aqui no campus vazio de férias, nesse entardecer quente de verão com uma das únicas convicções que me restaram nesse fim de ano sem que tivesse sido abalada por olhos, palavras ou vozes ferozes – sol faz bem. Adoro! Lembrei disso e sentei no banco para ler a única opção que tinha em mãos...A Revista MTV, última edição. E eu, em última jornada, em final de ano...Me sentindo no fim da linha... Enfim, lendo as listas de final de história da revista, me senti tão motivada a fazer minhas listas de início de nova etapa que me dei por conta: Nossa! Ainda consigo recomeçar...
Sempre acreditei no poder do sol e, se Niemeyer completa 100 anos e ainda faz muita gente se emocionar com arte de verdade...Quem sou eu para achar que cheguei ao fim.
Fim catastrófico...Mania de ver nuvens...
Então, sim, quero uma vida pop, com o que há de melhor... E aí ,vamos lá! Que 2008 seja de muito sol...
Época boa para voltar a escrever no blog não? Ah! Isso também está na minha lista de início de ano...Junto com outras coisas muito belas, muito pop e muito felizes. Uma delas, a mais importante, merecerá um post (ou muitos) especial...Meu bebê vai ser mais um raio deste sol em 2008...Mas isso é assunto para outro post.
Por hoje, é isso. Bons fins de tarde, de ano e de etapas para todos...

OBS: Outro dia falo sobre meu conceito de pop, sobre minha aversão a ele e sobre meu novo olhar acerca de ser pop ;)

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

De primavera


[just push play = Pink Floyd, Julia Dream]


Um pingo aqui, outro ali...E segue a chuva. Ela vem lavando, esfriando, acalmando. Como é bom o cheiro (da terra molhada ou da chuva?)... O cheiro das lembranças, ajuda a lembrar quem realmente sou.

Um pingo aqui, outro ali... E formam-se poças, pequenos rios de sargeta... Pulo o cordão, desvio a poça... E fecho o guarda-chuva!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

#****~¨@!!!!!

[just push play = Os The Dharma Lóvers, Seres Extranhos]


Aos poucos, porém fiéis, leitores desse blog, minhas desculpas... Hoje, realmente, estou... Cheia! Tanto, que nem paciência ou inspiração para frases poéticas e gostosas de ouvir eu tenho!
Sabe aqueles acessos de raiva e indignação que a gente tem (ao menos eu os tenho) quando se abre bem os olhos e se vê a verdadeira merda que é a humanidade e o mundo que criamos??? Pois é, aí está...
Não adianta fugir, mas creio que a luta teria glórias impróprias à mesquinharia humana! Minha vontade é dar um belo chute no traseiro do mundo e mandar a maioria desses seres-metidos-a-humanos para bem longe.
Leiam, de J. P. Sartre, O Humanismo é um Existencialismo, e entendam-me!!!!!
... Estou farta!

- Trabalho em grupo onde a parte coletiva foi colocar o nome nos créditos, só. E a cara-de-pau corre solta, o uso da 1ª do plural é algo!!!!!

- Mesmo quando você encaminha tudo muito bem encaminhadinho, o negócio dá errado – culpa de quem trabalha com você (ou contra vc?!)... Me irrito com incompetência alheia!

- O que a Veja pensa que é ao se declarar a porta-voz da VERDADE e publicar aquela chinelagem, pseudo-reportagem, sobre Che???? E ainda queimam o filme do jornalismo! Odeio profundamente esse panfletinho de merda! É como dizer que Hitler era um bom homem, por algumas parcas demonstrações de suposto afeto ou sei lá o que distorcidas ao extremo! Faça-me o favor! Publique-se, então, um manifesto contra as idéias comunistas e diga-se a que veio! Mas usar o mito da imaparcialidade/neutralidade jornalística para proferir uma "verdade inconveniente" mal-contada é de mais! E ainda tem babaca que aplaude! Claro, é o mesmo tipo de gente que queima índio, espanca empregada doméstica, suborna, manda matar....
OBS: Che era a favor de uma sociedade livre e que superasse a luta de classes. Mas, quem está na classe A, jamais vai querer sair de lá não é mesmo? Então? Trabalha elite brasileira, vamos lá....Montem escândalos, dominem os meios de comunicação e preparem o terreno para que o governo de Lula não tenha um sucessor...ha ha ha.....Nessas, vale até pixar o Che....

- Fui fazer cópias e queria copiar alguns livros inteiros. A moça disse: “Todo o livro?!” eu disse “sim, eu sei que é proibido...”. Muito frustrante... Deveria ser proibido praticar preços abusivos no mercado editorial, os 13 livros que preciso custam, em média, 50,00 cada... é proibido querer contribuir com a pesquisa e o conhecimento do país!

- Não comungo, não fiz catequese, não vou a missa e nem sei rezar, tiro sarro de Deus... Mas, do jeito que o cinismo, a covardia e a falta de respeito e sinceridade andam soltos, sou mais “cristã” que muita gente... Pelo amor de Deus (hahaha)!
- Quando digo que sou vegetariana por causa dos animais, por acreditar que o conceito de ética e responsabilidade inclui estes seres, sempre tem um retardado que dá risada! Poxa! Se o cara acha isso engraçado, deve dar risada quando o fiho dele, daqui há uns 50 anos, torrar no sol se não usar FPS 120...Afinal... Além dos homens, nada mais importa a não ser para serví-los, não é mesmo? Qual o conceito de ecologia que essa gente tem?????????
Estou com Che e não abro... Mas não terei filhos e fodam-se os hipócritas, mesquinhos, gananciosos e afins!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Bom Dia passageiros!!!!

[just push play= Heavy Metal do Senhor, Zeca Baleiro]


A vida é Rock,
E o hoje o dia vai ser Punk,
mas vamos lá!
Vamos dois pra lá e dois pra cá...
Até a noite, like rolling stone...
Com o molejo do samba,
Despindo as saias justas em partido alto,
Mostrando toda Bossa (talvez nem muito nova)
na hora de resolver as dissonâncias do dia.
E que a noite venha, já com embalo regueiro e
quando, finalmente, no berço,
os anjos cantem e toquem suas cítaras...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Oxigênio


[just push play=Something, The Beatles]



Ei, você aí... Ooooi!

Hmmm, você se atira?

Ah, pois é, está vendo aqui né...Sim, algumas escoriações na alma, é... As tenho sim.

Claro, também cicatrizes, várias, mas você não pode imaginar a maravilha que é sentir o ar passando rápido em volta do seu corpo...Melhor ainda: sentir que todas as entranhas do seu coração e mente estão sendo arejadas...

Ah meu amigo! Isso é, realmente, um sentido bom para a vida.

Para mim, não faria, aliás, muito sentido, viver agarrado à beira... "como as pedras imóveis na praia"...

Tentarei descrever...Alguns tipos. Mas, na verdade, a diferença está no depois, em aonde você cai. O vôo, como já disse, é quase divino, quase celestial, mas sem asas, o que torna tudo beeeeem melhor.

Então, depois de dado o último passo (às vezes impulso, jamais empurrão!) e após o regozijo de cruzar, em queda livre, por apreensões, expectativas, desafios, ilusões, sonhos ou perspectivas... Hmmm, ali está o seu chegar, ou cair, ou submergir, ou estabacar-se mesmo, como uma melancia que cai da carroça.

Explico.

Você se atira e, depois, inevitavelmente, cai: para um mergulho ou um choque!

Na primeira situação, acontecem coisas extremamente gratificantes. Você se sente um verdadeiro semi-deus em uma bela prova de salto ornamental. E, após magníficas evoluções ao cair, submerge em coisas boas (às vezes melhores do que você esperava). Mas atenção, normalmente, não se vê onde será a queda e os vôos mais despretenciosos - aqueles em que você vai leve, apenas com um coração sincero e espírito realmente tranqüilo, consciência em paz - esses sim é que parecem nos levar ao oceano.

Então, é como se submergíssemos em um mar de água mineral com gás, onde as bolhinhas cintilam e a água é de um violeta translúcido. Onde, nadando, você acaba por encontrar alguém-outro tão maluco quanto você "swiming in a fish bowl", com a diferença de que os dois estão exatamente onde queriam estar.

No outro caso, o salto é igualmente maravilhoso, a viagem emocionante e, se você acredita, de coração, na sua vontade de abandonar a beira... Lá está você e o vento da liberdade nos seus cabelos. Mas, como não se pode avistar o destino, apenas contente-se com a viagem, porque no caso de encontrar, ao fim dela, seu rosto grudado em uma terra batida, seca, dura, estéril...Precisará gostar muito de você para cuidar das feridas e tornar a seguir, mais uma vez, aos picos.

Sim, isso acontece e, às vezes, são rochedos que o esperam lá em baixo, outras vezes até mesmo espinhos...E aí, meu amigo, se sua queda não foi pura, sincera na vontade de aproveitar os segundos de frescor, você irá se odiar tanto que acreditará no que lhe dizem as criaturinhas horrendas lá de baixo... E vai se odiar tanto que ficará por lá. Imagine! Isso acontece com alguns e eles perdem a oprotunidade de, até mesmo, acalmar o ardores das feridas com um novo vento em queda-livre, e, ainda, perdem a chance de banhar seus cortes em oceanos balsâmicos que podem estar ali...Logo atrás daquela montanha, após o penhasco.

Mas o que eu penso sobre tudo isso mesmo é que preciso da queda, do vôo, do vento, desse ar... Deixe-me livre que podemos nos encontrar.

Você se atira?

sábado, 4 de agosto de 2007

Versão


[just push play = Mutantes, Baby]


Ninguém mais quer saber meu grande amor
Das coisas que se aprende nos discos.
Ainda assim, são trilha para o que vivi
E para quase tudo que acontece comigo.
Viver (hoje) exclui o prazer de sonhar
E o amor ainda parece ser uma coisa boa, mas sei
Que qualquer centavo vale mais que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua


É que se fez o seu braço, o seu lábio, e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou chateada, isso deve ser só uma invenção
Quero sair dessa cidade, não vou voltar pro rincão
Adoro sentir no vento, o cheiro da nova estação


Isso tudo cicatriza a ferida viva do meu coração
Às vezes você pode me ver na rua, cabelo ao vento gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que não fazemos tudo que queremos
Somos sempre os mesmos e não vivemos nem como nossos pais


Nossos ídolos são o que temos
E aparência é tudo o que eles são.
Você diz que além deles


Não existe mais ninguém.
Você pode até dizer


Que eu estou por fora ou então que eu estou inventando
Mas é você que é alienado e que não vê, você que é alienado e que não vê que é mais um refém
Hoje eu sei que quem me deu a idéia


De uma nova consciência e juventude,


não está em casa, rindo de Deus


ou desdenhando o vil metal


Minha dor é perceber que não fazemos tudo, tudo, tudo o que queremos
Somos sempre os mesmos que não queremos, somos sempre os mesmos e não vivemos, somos sempre os mesmos e não vivemos


sequer como nossos pais

domingo, 15 de abril de 2007

Para assistir nesse outono

[just push play = Sinceramente- Cachorro Grande]





Antes do Amanhecer
(“Before Sunrise”, Richard Linklater)

Esse é aquele tipo de filme que eu simplesmente responderia: gosto porque sim. Mas, vejamos o que possa justificar a escolha de Antes do amanhecer, além do ‘gosto pessoal’. Em linhas gerais o filme é ‘médio’ mas acredito que vale a pena, basicamente, pelo roteiro. A idéia de um encontro com a ‘alma gêmea’, ao acaso, é velha, mas, o diretor foi criativo ao dar seu parecer de como isso poderia vir a acontecer na vida de ‘simples mortais’ sem ser muito irreal, mágico.
Assim, o filme quase nos convence de estar tratando da ‘pura realidade’: duas pessoas comuns, com histórias parecidas com as de qualquer um, com idéias fantasiosas e com uma pretensa esperança, que se disfarça sob uma conduta apropriada. No entanto, por que não experimentar? O.K.! Este, talvez, seja o ponto mais interessante da história: as coisas só aconteceram por que os personagens quiseram e foram adiante, nada de passes de mágica ou planos mirabolantes: o cinema, mais uma vez parece cumprir seu papel de representar a realidade com tons de uma liberdade (previamente organizada) que gostaríamos de ter.
Nesse sentido a fotografia e a trilha sonora casam perfeitamente com o roteiro, ajudando a passar essa sensação de ‘acaso por acaso’. Paisagens pitorescas de uma cidade ‘média’, nada de clichês como Paris ou New York: apenas Viena. Alguém pensaria em se apaixonar em Viena?! Com certeza não é o cartão postal mais famoso, também não é a história mais romântica de que se tem notícia e isso nos deixa pensar que é possível: é quase real, é cinema, mas de repente... Uma variação interessante de um tema mais do que comum nos faz acreditar, ao menos durante o filme, que, como dizia Vinícius de Morais “A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

reflexo


[just push play, only = If - Pink Floyd]



*

*

*

neblina, quase para tocar a transparência

sol, translúcido

lúcida

respira

pára

pensa

pensa

pensa

ouve

ouve

escuta?

o coração pulsa

e se...

terça-feira, 10 de abril de 2007

Brincadeira de gente grande

[just push play = Yellow submarine/Octuposus Garden - The Beatles]

As aventuras do Barão de Munchausen

(“The adventures of Baron Munchausen”, 1989, Terry Gilliam)

Acho esse filme interessante pelo seu formato, pela fantasia fantástica, pela ordem dos acontecimentos na narrativa e os efeitos produzidos a partir dessa estruturação. É um filme que pode ser classificado como infantil, mas, para mim, tornou-se bem mais do que um ‘um bom filme para crianças’. O roteiro em si, no meu ponto de vista, já nos traz uma história interessante. Ao que parece, faz até uma certa crítica ao pensamento racionalista na França do século XVIII, à sociedade burguesa da época, à postura do rei frente ao povo, etc. Sabemos que esse (o racionalismo de Descartes e Cia.) é um paradigma que está em
crise e tudo mais. No entanto, não é esse o principal argumento que me leva a escolher As aventuras do Barão de Munchausen como ‘um dos melhores filmes da minha vida’.
As aventuras do Barão trazem em seu formato uma certa ilogicidade que, para mim, é desafiadora. Como pode alguém viajar até a lua de barco? E o rei da lua? Conflito ‘engraçado’ entre a razão e os sentimentos... Sem falar na cena em que o Barão se salva de morrer afogado puxando a si mesmo pelos cabelos. Essas são algumas seqüências características que dão uma idéia de como o filme brinca com as convicções e ‘verdades absolutas’ nas quais estamos acostumados a viver.
Se na ‘vida real’ podemos seguir essas certezas e conduzir nosso destino, é bom esquecer disso para assistir ao filme. No entanto, só com esse paralelo - real x fantástico - é que se chega à ‘graça’ do filme. Ainda assim, além da (des)ordem dos acontecimentos, que desafia uma narrativa linear e previsível, o filme tem uma linha condutora para a história, o que, no entanto não é nenhuma garantia: o desfecho do filme não nos traz uma certeza, uma resposta. Fica uma dúvida.
O Barão existiu? Não existiu? É uma lenda? É imaginação? Não importa, o filme existe para que aproveitemos uma das coisas que melhor o cinema faz: nos proporciona momentos de distração, permite que viajemos, que experimentemos outros tempos e lugares. Essa é a realidade do cinema: representar. Assim como o teatrinho do Barão de Munchausen, logo no início do filme: nos lembra que é representação, mas não sem antes ‘vivermos’ suas aventuras.

domingo, 8 de abril de 2007

A arte de Amar (ou) Amar a Arte (ou) Amar com Arte

[just push play = Something - The Beatles]



Há músicas que acariciam a alma, o coração. Você já sentiu esse carinho? Como se as lâminas de ouro que Gustav Klimt utilizava em suas telas fossem, delicadamente, colocadas sobre nossa pele. Coladas com o calor e o toque. Não é sempre, mas pode acontecer, esse tipo de coisa... Alguma coisa assim, parecida com arte, que tem um pouco de razão e muito do mágico inexplicável. Poetas, artistas, descubram suas rimas, combinem suas cores... Alguma coisa....

sábado, 7 de abril de 2007

HERANÇAS


[just push play = Ouro de Tolo - Raul Seixas]


A imagem é de um quadro do pintor Chagall (magnífico como um poeta dascores...). A poesia que segue não é de minha autoria. Foi escrita em 1973, pelo meu querido pai, Paulo Cézar Tiellet (1957- 2003). Mas é estranho, ou esperado, que me faça sentir saudade do que eu nem se quer vivi. Descobri essa e outras poetices em meio às caixas que ficaram como herança. Escrita há muito tempo, nos dá notícia de que há décadas já estavam a se desesperar certos corações rebeldes e revolucionários... Leiam, depois continuamos...

Manifesto
A Academia já não existe,
Morrem as artes, as ciências, a Filosofia.
Morre a crítica, a discussão.
Morrem as conversas de cafés,
Morre o interesse de todos:
Do povo, dos sábios, dos estudiosos, dos jovens e velhos.

Já não existem os grupos e as correntes,
Os aplausos e as vaias,
O manifesto e as revoluções.
As tendências não explodem: são pré-concebidas.
Os arroubos líricos,
O entusiasmo avassalador,
Tudo pertence ao passado...

Os poetas são tímidos e mudos,
O saber morre pouco a pouco no seio do Homem.
Não há mais arte que identifique seus anseios,
Porque não há crítica, diálogo...
E o sangue novo e explosivo
Não corre mais nas veias da velha Filosofia.

Não há mais o povo na praça
Sob a tensão de um orador inflamado.
Ou a maquinação subterrânea e germinativa
Da ideologia de uma sociedade.

Nada mais explode,
Nada mais arrebata,
Nada há mais para ser discutido,
Aceito ou recusado,
Parece até que parou o movimento da cultura...

Não se luta mais,
Os ideais morreram.
Não há tomada de posições,
São sempre as mesmas.

O néscio confunde-se com o sábio,
A burguesia aprisiona as mentes
Faz recear o risco jocoso
E o aplauso inflamado.
Existe o medo de falar,
De mostrar o pensamento, de recusar as idéias contrárias.

O espírito do homem está mais calmo,
Ele observa mas não fala.
Contém em si toda a sua força,
Sua vontade de endossar ou recusar.
E isso o mata, pouco a pouco
Deixando seus sentimentos estéreis do Belo.

E as mentalidades são cada vez mais curtas
E são afastadas da Verdade Sublime.

O grande Circo Colorido das Idéias acabou.
O público não mais o invade,
Não mais pede bis.
Tudo é velho e estragado,
O mofo dos tempos encobre o brilho,
Brilho da Verdade.
Os anseios são inoperantes,
Os corações batem mais vagarosos.

E eu,
Que ainda olho tudo do centro do picadeiro,
Sou o último dos palhaços!

E choro,
Lágrimas de saudade e esperança...




¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Pois bem, antes de ter lido, de certa forma, já poderia ter feito minhas as palavras que você acabou de ler. Segue, com muita humildade, um texto que escrevi em setembro de 2004:



¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨

Vermelhos de paixão, vermelhos de vergonha
Constatei uma coisa nesses últimos dias que me deixou profundamente triste. Está certo, tudo que me aconteceu nesses dias contribuiu para uma visão apocalíptica de tal relação... Mas me parece de algum fundamento. Elaborei uma tese que não é bem uma tese, mas, vejamos: A esquerda dos dias de hoje comporta-se exatamente como os apaixonados contemporâneos. Antes de apresentar minhas considerações, é bom fazer duas observações importantíssimas!
Considero apaixonados apenas os que estão realmente arrebatados de paixão. Não vale os que só querem se cobrar de um pé-na-bunda, muito menos as que estão querendo gostar dele porque o cara é legalzinho. E estão terminantemente fora aqueles que se dizem apaixonados há anos! Paixão que é paixão, dá forte e passa logo, o que vem depois...Bom, aí é com cada dois.
A segunda observação é sobre a Esquerda. Considero de esquerda aqueles que são contra qualquer tipo de injustiça, que dariam o sangue para mudar o mundo, mesmo que fosse apenas por alguns instantes. Sim, imaginem o Che. É desse tipo de Esquerda que estou falando. Esqueçam os que usam camiseta sem saber quem é mesmo esse da boina? É o Bono Vox?”. Cortem da lista também aquele bando de burgueses com o carrão do ano e adesivo de estrela colado no pára-brisa. Os oportunistas também não contam, afinal, agora porque o mundo deu uma leve inclinada para a esquerda, todo mundo se diz, pelo menos, simpatizante. E estão descartados os que se metem em qualquer buchincho com mais de dez pessoas e chamam de “grande manifestação do povo contra ...” Contra o que mesmo? Ah, contra qualquer coisa né? O importante é ser contra...Todos fora.
Então, incinerou todas aquelas figuras que citei? Sobrou muita gente? Sobraram milhões de apaixonados para comprar rosas e bom-bons, financiando a indústria no Dia dos Namorados? Sobrou a grande multidão que derrubaria o presidente e venceria a fome? Eis minha constatação. O mundo está carente, falta paixão à humanidade.
Falta-nos acreditar e continuar acreditando. Falta clareza nas expressões e falta gosto pelo que realmente se gosta. Falta luta pelo que realmente se quer. No primeiro traço de egoísmo, lá se vão, ralo abaixo, os contingentes de apaixonados. Garanto que na primeira crise econômica, o vermelho desbota rapidinho, como tecido vagabundo. O lado esquerdo do peito está cada vez mais apenas isso: uma metáfora esvaziada. Os namoros estão cada vez mais povoados de máscaras. A Esquerda está cada vez mais o que menos queria se tornar: uma piada de si mesma, uma caricatura inócua desenhada por uma mão destra. O coração apaixonado pode ser comprado. Tem de vários tamanhos e de diferentes formas. Basta cantarolar a música pop da estação. Basta dormir na sessão de “Diários de Motocicleta”, afinal, o que conta é que os outros vejam você entrando e saindo do cinema. Basta beijar muito seu namorado naquela balada, afinal, palavras sinceras e um olhar demorado não demonstram que ele fez você gozar. É só pintar o rosto com guache e sair para rua no meio do povo, afinal, a Globo não vai ter tempo para que você explique sua convicção política no Jornal Nacional. O que emociona mesmo é o que enche os olhos, só precisamos das provas. E é apenas isso que temos, cada vez mais as provas concretas, cada vez menos o processo para se chegar a elas. E tudo se desenrola, na mais santa paz, sem a menor vergonha na cara, sem o menor rubor nas faces.


terça-feira, 3 de abril de 2007

A inacreditável novela de Miss J. - UM CAPÍTULO

[just push play = Pink Floyd, Wish You Were Here]
A senhorita Jane levava uma vida não como outra qualquer, mas como a que ela gostaria exatamente de levar. Ou não tão exatamente.
Acontece que Miss. J. considerava um certo charme blasé nas pequenas imperfeições de sua existência.
Uma das passagens interessantes dessa novela é o capítulo mais recente acerca do indelével amor que (em uma certa noite festiva) arrombou, raptou, assolou e assombrou o belo coração de
J.
Como todas as histórias quase-perfeitas de que ela gostava, a sua própria também tinha, sim, o infortúnio de uma grande-paixão-mal-correspondida (ou mal resolvida?!). Mas, como já observei, para J., as imperfeições compunham muito bem o quadro do belo de sua vida, e, desse amor ela também gostava.
Então, já que tivera sofrido na mesma proporção das inúmera vezes que sentira-se a pessoa mais feliz do mundo por conta de tal amor... Abriu a caixa de suas lembranças, respirou fundo, leu a última carta.
Acompanhem apenas um pequeno trecho transcrito da carta, para que J. não core frente a tantos internautas que possam meter o bedelho em sua história. Dizia assim:

"É muito cômodo acreditar em destino. Há um
tempo atrás você, toda linda de longo e salto alto, escolheu dar um convite para
um completo desconhecido de chinelo e camisa da Seleção, e tudo que nós vivemos
foi conseqüência dessa sua escolha. O futuro nos pertence e resta saber o que
vamos fazer com ele. Guardar numa caixa de sapatos? Você escolhe!" (Assina Sr. Dog)
Nossa heroína dormiu pensando em um certo vira-latas. Acordou e (é bom destacar que o acaso, as coincidências e imprevistos são atores protagonistas dessa trama!) abriu sua caixa de e-mails. Não é que lá estava a correspondência quase surreal para o que ela havia pensado na noite anterior?!
Sim, sim, sim, Miss J. , nesses momentos, chegava a acreditar que existissem almas não gêmeas, mas, estreitamente conectadas para além de celulares, orkut ou outras tecnologias menos desenvolvidas que o simbólico coração.
Exatamente!
Lá estava aquela mensagem, escrita e enviada pelo infame cavaleiro a pé, Dog. Como moça bem educada que era, teve Miss Jane de ser sincera consigo mesma e responder a correspondência à altura - à altura da correspondência incompleta de seu amor mas que ainda assim completava o espaço exitente para o imperfeito em sua vida.

domingo, 1 de abril de 2007

clichê para uma época sem graça

[just push play = Engenheiros do Hawaii - Outras Freqüências]


Lá se vão alguns minutos já do dia 2 de abril, e aqui estou eu, como tantos (tenho certeza) a esperar esses minutos silenciosos da noite ganharem o tempo, vencerem as estrelas. Que a madrugada se realize e amanhã teremos, sim, um outro novo dia.
Fazer o que? Ler um livro.
Em mãos, “A última transmissão”, coletânea de excelentes textos jornalísticos de Greil Marcus. Presente de um estimado mestre.
Começo a reler a primeira reportagem, onde Marcus resenha, com todo aquele estilo New Journalism dos bons e velhos “jornalistas de rock” (quando existiam ainda) o álbum Let it Bleed (clássico dos Stones). Ele fala do contexto, ou seja, o fim dos coloridos e psicodélicos anos 60. E do início dos anos 70, a deprê pós-LSD que deu outras cores ao rock and roll.
Aí me pergunto: E nós?!
E nós, pretensos escritores, cronistas ou jornalistas desses infames anos 2 mil... Sobre o que escreveríamos?
Eis a questão que me serve de companhia pela vida e nesta noite em especial...
Se ele, Marcus, falava do fim dos 60, assim como Lester Bangs também o fez, do que nós falaremos? Sobre a música, por exemplo.
Vocês já pensaram nisso? Alguém atualmente é marco de alguma coisa? Não podemos nem se quer lamentar o final de alguma coisa. Porque se você faz isso, está sendo muito descrente e pessimista, e, a moda, ainda, é ser cool. É ser feliz e proativo.
Ok. Aí, o negócio é não pensar pequeno, não ser saudosista ou nostálgico e encarar nosso próprio tempo, com todas as agruras e caos que se apresentam. Tudo bem, vamos lá. Avante companheiros, mas não me peçam para sorrir. Não temos muito a comemorar, a riqueza que pode existir na diversidade (da cultura, por exemplo) sabemos que acaba sendo simplificada, homogeneizada, estereotipada. Quero a originalidade, a surpresa, a descoberta, o gosto e as cores.
Vamos lá. Sabe-se lá para onde. Mas continuemos... Escrevendo, perguntando, refletindo.

sexta-feira, 16 de março de 2007

para o fim-de-semana!!!

[just push play = há quem ainda aprecie o cinema e não apenas
consuma os super-super-super lançamentos ]


Quase Famosos
(“Almost famous”, 2000, Cameron Crowe)

Minha primeira afirmação sobre esse filme é um impulso: o filme é apaixonante. Fazendo uma análise mais atenta, em um segundo momento, posso destacar as razões pelas quais o filme configura minha lista. Além de uma junção de símbolos referentes aos anos de 1970, época que, de tempos em tempos, é motivo para se fazer filmes, dois aspectos se destacam e levam o filme a se diferenciar um pouco dos similares. O primeiro deles é o fato do roteiro ser baseado na história do próprio diretor (e antes jornalista, crítico de música) Cameron Crowe, o que reúne duas das coisas mais apaixonantes, no meu ponto de vista: o Jornalismo e o Rock and Roll. O segundo aspecto é complementar ao primeiro: a trilha sonora traz grandes nomes da música da década de 70.
Está certo que nem tudo foi exatamente descrito no filme, mas, havendo uma câmera já não se trata da pura realidade. Assim, podemos afirmar que a realidade representada em Quase Famosos é, no entanto, bem próxima da original. Tirando um pouco da ‘maquiagem’ necessária ao cinema hollywoodiano, podemos nos transportar há uma época, a outro tempo, tudo no embalo de Led Zeppelin, The Who, Alman Brothers, dentre outros.
A música é o motivo das decisões da personagem principal, é a fuga da irmã, é o nome da garota (Penny Lane), é a profissão da banda (Stillwater), é o negócio dos empresários, é a busca dos fãs, é a repreensão da mãe, é crítica e notícia da mídia, é produto ou prazer. A música é o que dá harmonia ao filme: parece ‘enquadrar melhor’ as belíssimas fotografias e, por vezes, é o que está nas entrelinhas do roteiro, direcionando a trama, emprestando sua poesia como recurso para voltarmos no tempo.

terça-feira, 13 de março de 2007

carpe diem

[just push play] = Tangerine - Led Zeppelin
A música da manhã,especialmente logo que o sol nasce, tem sabor de tangerina. Doce. O sol é de um dourado calmo e tranquilo, mas potencialmente radiante, por um dia que nos espera. Um dia que esperamos? E aí, seguir sempre, maisuma vez. A tangerina do sol pode ser seu aroma, observador. Observa cada milímetro da sua pele lisa, amanhecida, ainda com um pouco de sono e vestígios de sonhos que vão sendo levados com o vento. Ele corre mais rápido que você. Por que caminhos seguirão seus sonhos?

domingo, 11 de março de 2007

Sartre e Waters conversam em meu travesseiro

[just push play]= você já sentiu desânimo/frustração de final de ano?


(nos idos de 2004) Desde que me lembro estou como que sonhando acordada, e, em dados momentos do dia, da semana, da vida, paro e convivo realmente, concretamente, com essa sensação de que estou do lado de fora do meu próprio sonho. Ou melhor, uma sensação de que eu existo de uma maneira mesquinha e simplória, enquanto nesse “sonho” distante tenho todas as idéias, todas as vontades e desejos para viver uma vida intensa, apaixonada e curiosa.
O problema é que os dois lados, essas duas realidades, se conhecem, e, em pontos tangenciais nesse tempo e espaço em que vivo eu tenho que encarar as duas. A realidade e a vontade, e nesses dias fico assim: com longas férias a meu dispor, com muitas idéias na cabeça e impotente para realizar qualquer uma. Acabo meu final de semana lavando louças.
E isso me deixa enlouquecida e quieta, apática. Fico a pensar no que acontece comigo, o que eu vou ser, o que eu sou e de quem depende tudo isso. Crise existencial? Talvez, já diziam os grandes pensadores que a crise é benéfica, faz crescer, assim como o sofrimento, como dizia meu terapeuta. A questão é que, procuro essas respostas em muitos lugares, leio livros e tantas outras coisas. E o que o mundo me diz? De uma forma ou de outra, o que consigo pensar de tudo isso é que a resposta está por conta de nós mesmos. O que eu sou, e o que a humanidade vai ser e é, é fruto apenas e totalmente de nossas escolhas, de nossos projetos. As dúvidas me perseguem. E me indigno tanto que acabo pensando que “a vida” é realmente injusta. Ou será que eu sou tão alienada que não percebo?
Eu quero tanto tantas coisas, mas sempre esbarro nesse paredão enorme, como “the wall” de Waters. Há alguém aí? Há alguém aí dentro? Não posso fazer nada! Eu tento, eu pulo o mais alto que posso, escavo até minhas unhas sangrarem, grito muito até ficar rouca. E nada... Nenhum tijolo se move, nenhuma porta se abre, ninguém me olha de cima para me ajudar. Tudo que vejo nessas horas é um desabar de negativas. Nada se faz sem dinheiro? Nada se pode além dos padrões? Nada se diz além de formalidades? Por nada se luta além de egocentrismos individualistas? Nada se busca além de fortuna?
Sim, e continuo nessa redoma, e, às vezes, chego a me convencer que eu mesmo construí isso. Onde estão os amigos? Onde estão os amores? Quando serão as viagens? De onde surgirão as oportunidades? Como será a ajuda? Cada tijolo é uma pergunta sem resposta explícita. Cada dúvida é um certificado de que estou do outro lado de minhas vontades. Como transformar essas vontades em projetos?
Chega o final de mais um ano e estou me fazendo as mesmas perguntas... E outras mais surgiram. Mais uma vez estou encantada com uma lua cheia que visita minha janela. Continuo imaginando, com uma certeza absurda, que em outro lugar da Terra há alguém que está a olhar a lua e a pensar em mim, especialmente em mim, sem saber exatamente onde estou e como sou. Mais um final de ano e me emociono com coisas bobas e corriqueiras. Tenho vontade de ajudar a mudar a miséria que vejo pelos jornais. Mais um final de ano que estou esperando que dias melhores, aqueles daquela outra realidade, se realizem. Mais um final de ano que estou chorando e gostaria de estar dançando e gritando ao mundo o quanto amo estar viva e poder fazer de minha existência exatamente o que eu quero, apesar de não saber como exatamente... E, mais uma vez, esse grito fica preso. Mais uma vez um ano se vai, e o que é um ano afinal? Mais um tijolo? Apenas uma relação... Um ano, cem anos, um segundo, pode ser qualquer tempo. O que me sufoca são esses instantes de interrogação constante. Esse sentimento de ser a única pessoa que pensa assim, ou melhor, essa solidão de ser responsável e apenas ver minha vida se realizar em um tempo distinto do meu. Além do muro. Is the anybody out there?

Para os sobreviventes e a quem interessar possa...

Recebi um e-mail de um colega que se intitulava “Coisas que seus filhos não irão ver”. Ao abrir a mensagem, deparei-me com fotografias de vários brinquedos da minha infância. Clássicos dos anos 80. Estava lá o Fofão, o disquinho de vinil colorido, o Pogobol, o jogo de varetas, dentre outros... Fiquei olhando-os com um ar saudosista, daqueles que chegam dar um nó na garganta e ao mesmo tempo suscitam boas gargalhadas. “Lembra? Eu adorava o Fofão!”, “Ah, aqueles disquinhos...”.
A questão é que me deu uma vontade louca de escrever sobre isso, assim como tenho vontade muitas outras vezes. Parece que se a gente escrever sobre as coisas, elas demoram mais a passar, alguém pode vir a lê-las, seus filhos talvez não vejam, mas podem ter uma noção do que foi. Mais do que isso: tenho uma quase obsessão por tentar imortalizar (no bom sentido (?!)) o que me prende a atenção, o que suscita sentimentos fortes, o que julgo importante. Acho que todo ser humano tem esse sentimento, aquela coisa de não querer morrer, de perpetuar, além da espécie, a nossa própria pessoa, de querer ficar no mundo mais um pouquinho, depois do fim.
Juntando tudo isso, esses anseios, essa nostalgia, o impulso de querer mudar as coisas que não gosto, que não me parecem justas, a vontade de lembrar sempre das coisas que amei e que acho belas; por tudo isso, resolvi realizar esse velho projeto. Escrever crônicas, de preferência, registrar minhas interpretações, impressões, linhas, poemas, poesias, jargões... Melhor ainda se for no calor da hora. A tarefa não é simples. Não é simples porque não é uma simples tarefa. É um reviver, assimilar, refletir. Na verdade, passo muito tempo fazendo isso. Escrevo inúmeras crônicas em meus pensamentos (chego a pensar no tipo de letra e no alinhamento). A caminho da padaria, olhando pela janela enquanto viajo, revendo fotografias, conhecendo novas pessoas, reconhecendo velhos amigos... A todo instante apresenta-se um crônica para se fazer. O mundo, a vida, me parecem um grande romance, esperando para serem escritos por cada um de nós. Assim como uma reportagem, por mais pesquisa que seja feita - um fato só se torna acontecimento porque o escolhemos. E um acontecimento pode ser ínfimas vezes diferente, apesar de se tratar do mesmíssimo fato. Cada acontecimento é para um mundo. O mundo de cada um de nós. Até por que, acredito que o mundo é somente para nós. Infelizmente, a realidade verdadeiramente real e objetiva não compete aos nossos olhos, já nascemos com a lente da humanidade, uma lente social e cultural. E é por ela que vemos o mundo. Aqui tento traduzir a minha leitura desse mundo, quem ler essas linhas, vai ler um pouquinho sobre mim e muito sobre si mesmo.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Em breve...aguardem...