sábado, 4 de agosto de 2007

Versão


[just push play = Mutantes, Baby]


Ninguém mais quer saber meu grande amor
Das coisas que se aprende nos discos.
Ainda assim, são trilha para o que vivi
E para quase tudo que acontece comigo.
Viver (hoje) exclui o prazer de sonhar
E o amor ainda parece ser uma coisa boa, mas sei
Que qualquer centavo vale mais que a vida de qualquer pessoa
Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal está fechado pra nós que somos jovens
Para abraçar seu irmão e beijar sua menina, na rua


É que se fez o seu braço, o seu lábio, e a sua voz
Você me pergunta pela minha paixão
Digo que estou chateada, isso deve ser só uma invenção
Quero sair dessa cidade, não vou voltar pro rincão
Adoro sentir no vento, o cheiro da nova estação


Isso tudo cicatriza a ferida viva do meu coração
Às vezes você pode me ver na rua, cabelo ao vento gente jovem reunida
Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais
Minha dor é perceber que não fazemos tudo que queremos
Somos sempre os mesmos e não vivemos nem como nossos pais


Nossos ídolos são o que temos
E aparência é tudo o que eles são.
Você diz que além deles


Não existe mais ninguém.
Você pode até dizer


Que eu estou por fora ou então que eu estou inventando
Mas é você que é alienado e que não vê, você que é alienado e que não vê que é mais um refém
Hoje eu sei que quem me deu a idéia


De uma nova consciência e juventude,


não está em casa, rindo de Deus


ou desdenhando o vil metal


Minha dor é perceber que não fazemos tudo, tudo, tudo o que queremos
Somos sempre os mesmos que não queremos, somos sempre os mesmos e não vivemos, somos sempre os mesmos e não vivemos


sequer como nossos pais