É hora de breve e furtiva contemplação roubada do tempo urbano – os carros, o semáforo, o passado, os planos.
Entre o querer e o dever, ela está ali. Uma hora que é contada em poucos minutos. Um quarto do relógio apenas, talvez menos...
O pão com queijo quente, o café preto passado. Ali está entre o querer sonhar no calor das cobertas e o dever de trabalhar por um dia mais. Entre o bocejo e a lembrança. Entre o gole quente e a agenda cheia, o breve conforto esperado. Reminiscências da noite, esperanças do dia.

Um comentário:
"Entre o bocejo e a lembrança" MUITO bom! Bons tempos, mas sendo franco, voce gostaria de tê-los de volta em troca do seu presente? Duvido muito, o passado tem esse gosto bom justamente por ser passado. Gostei de ver o blog novamente na ativa. E deveras esse texto me trouxe vááárias memórias de tempos ancestrais. Muito bom =)
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